terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E a Catástrofe do Rio Continua...
























A tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro completa uma semana nesta terça-feira (18) e já soma 672 mortos, segundo os números oficiais das prefeituras das cidades devastadas pelas chuvas. Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 318 mortos em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.

Em Teresópolis, a prefeitura procura 177 desaparecidos. Em Petrópolis, há 26 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Friburgo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos. O número de desabrigados e desalojados na região passa de 15 mil.

Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informa que são 665 mortos no estado, sendo 312 em Nova Friburgo, 276 em Teresópolis, 58 em Petrópolis (incluindo corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto) e 19 em Sumidouro.

As duas mortes de São José do Vale do Rio Preto foram confirmadas pela prefeitura de Petrópolis, para onde foram transferidos os corpos e feita a identificação por familiares. A Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto informou nesta segunda-feira que ainda não tem registros de mortes de moradores da cidade. De acordo com a assessoria do município, os 6 corpos  encontrados na cidade são de moradores de outras cidades e chegaram até lá pela correnteza do Rio Preto.

Segundo a Polícia Civil, 676 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 277 em Teresópolis, 319 em Nova Friburgo, 56 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim. Com o corpo encontrado em Bom Jardim, passariam a ser 6 cidades com registros de mortos na Região Serrana, segundo a polícia. O Jornal 24 Horas não conseguiu entrar em contato com a prefeitura de Bom Jardim.

As buscas por outras vítimas que ainda estejam soterradas e o trabalho de resgate da população que ainda se encontra em áreas isoladas na Região Serrana do Rio entraram em seu 6º dia.

A previsão do tempo para o longo do dia é de pancadas de chuva e trovoadas, em toda a Região Serrana.

Nesta segunda-feira (17), quatro rodovias que estavam interditadas foram liberadas. Já a prestação de serviços básicos, como o fornecimento de luz e água, continua sendo gradativamente restabelecida nas cidades atingidas.

Reforço de 700 militares

A Região Serrana recebeu o reforço de 700 militares de SP, MG e RS. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), são militares especializados na construção de pontes móveis.

Nesta segunda-feira, soldados do Batalhão Escola de Engenharia, de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, instalarão uma ponte em Teresópolis. Além de Teresópolis, partes dos municípios de Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto também estão isoladas depois que diversas pontes foram destruídas pelo temporal.

Os prefeitos das cidades de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo se encontraram nesta segunda-feira e lançaram um um consórcio pela reconstrução das cidades.

Tendas como as usadas após tsunami abrigarão vítimas das chuvas. Elas serão doadas por uma ONG, que trabalha em parceria com o Rotary Internacional. Cada barraca tem capacidade para dez pessoas e possui equipamentos de sobrevivência, cozinha separada, fogareiro, panelas, talheres, pratos,  cobertor, purificador e armazenador de água.

Ajuda para desabrigados

O MEC anunciou bolsa de R$ 350 para estudantes da Região Serrana. Segundo o ministério, para receber a bolsa o estudante precisa ter sido selecionado para cursos universitários do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), ou para obtenção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni).

O governador Sérgio Cabral disse nesta segunda-feira que sugeriu ao governo federal que 100% das moradias do programa "Minha Casa, Minha Vida", na Região Serrana , sejam destinadas às famílias que moram em áreas de risco.

Maior tragédia da história

Esta já é a maior desastre natural da história Brasil. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

Catástrofe na Região Serrana aumenta com mais de 670 vítimas fatais
































Drama de contar mortos e a procura por parentes desaparecidos parece um trabalho interminável para os moradores, que enfrentam a pior catástrofe natural do Brasil, com 672 corpos encontrados. Número de desalojados já passa de 15 mil. Concessionária de energia reforça equipes de emergência para regularizar abastecimento.

As prefeituras das cidades da Região Serranas atingidas pelas chuvas desde a terça-feira, dia 11 de janeiro, já contabilizam 672 corpos encontrados. De acordo com os levantamentos oficiais, até o momento, 318 pessoas morreram em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. O número de desabrigados e desalojados de toda a região já passa de 15 mil.

Em outro balanço, divulgado às 22h desta segunda-feira, a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil contabiliza 665 vítimas fatais pelas fortes chuvas na região. Deste número, 312 são de Nova Friburgo, 276 de Teresópolis, 58 de Petrópolis e 19 do município de Sumidouro. Os dois corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto foram confirmados apenas pela prefeitura.

De acordo com a Secretaria, há 3.600 desalojados e 2.800 desabrigados em Petrópolis, 960 e 1.280 em Teresópolis e 3.220 e 1.970 em Nova Friburgo.
Concessionária de energia reforça equipes na Região Serrana

A concessionária de energia Ampla enviará à região serrana do Rio de Janeiro mais 70 equipes de emergência para se juntar às turmas que trabalham desde a semana passada de forma ininterrupta para regularizar o abastecimento de energia nas áreas atingidas pelos temporais.

Dos 105 mil moradores que ficaram sem energia,93% já tiveram o fornecimento normalizado, o que representa 98,5 mil clientes.

Segundo a Ampla, 96% dos clientes já estão com a energia em suas casas em Teresópolis. Em São José do Vale do Rio Preto, a concessionária já conseguiu restabelecer o fornecimento em 93% dos consumidores. Em Petrópolis e Areal, o fornecimento já voltou para 94% dos moradores.

A concessionária estendeu ainda o prazo de pagamento da conta de luz de janeiro para os clientes afetados. Durante 30 dias após o vencimento, não serão cobrados multa e juros.

A companhia disponibilizou geradores para atender os serviços essenciais na região serrana da rede hospitalar, postos de saúde e abrigos que estão atendendo desabrigados e desalojados da tragédia.

Região Serrana enfrenta a pior catástrofe de sua história


Castigada por um temporal que fez chover em 24 horas mais do que era esperado para todo o mês, a Região Serrana do Rio enfrenta desde a noite da terça-feira 11 de janeiro a pior catástrofe natural do Brasil. Com o número de mortos, desabrigados, desalojados, feridos e desaparecidos, a tragédia já superou o registrado em janeiro do ano passado, em Angra dos Reis e, em abril, na capital e Niterói.

Localidades inteiras foram soterradas por lama no município de Teresópolis. No bairro Caleme, uma represa da Cedae transbordou por causa da tromba d’água, provocando o deslizamento de encostas sobre casas e carros. Em Nova Friburgo, três bombeiros que seguiam para resgatar vítimas quando o carro onde estavam foi soterrado por uma avalanche.

Petrópolis também sofreu devastação em diferentes pontos. O Distrito de Itaipava foi o mais atingido. O soterramento de uma casa na localidade Vale do Cuiabá matou 12 pessoas de uma mesma família. Corpos foram recolhidos por moradores e depositados às margens de um rio à espera de resgate. Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, também cidades da região, também contabilizam mortos.