domingo, 20 de março de 2011

Obama bate bola com crianças na Cidade de Deus

Obama joga bola com garoto na Cidade de Deus

O presidente norte-americano Barack Obama visitou na manhã desse domingo a comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, onde apesar da ansiedade e expectativa dos moradores, passou pouco mais de 20 minutos.


Obama chegou à sede da FIA (Fundação para a Infância e Adolescência) por volta das 11h20 para assistir a uma apresentação de percussão e capoeira do grupo comandado pelo mestre Derli Ariri.

O presidente estava acompanhado da mulher Michelle e das filhas Malia e Sasha e foi recebido pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade Eduardo Paes, com suas respectivas mulheres.

Além do governador e do prefeito estavam presentes o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

Embalados pelas batidas dos instrumentos de percussão, o presidente e a primeira-dama mostraram interesse na apresentação. Já na capoeira, apenas Obama mostrou-se impressionado, já que a primeira-dama e as filhas haviam assistido a apresentação semelhante na tarde de sábado, em Brasília. Durante o evento o casal interagiu com as crianças da plateia. Obama chegou a ser abraçado por algumas.

“Não fiquei muito nervosa porque eu treinei muito”, disse Gabrielle Oliveira, 11 anos, uma das alunas que se apresentou para a família Obama.

Mas nem todo mundo demonstrou a mesma calma. “Não consegui dormir. Fiquei quatro dias ensaiando”, contou Giulia Seinfferd, 14 anos, escolhida para ser oradora e fazer uma breve apresentação em inglês.

Em uma atitude inesperada, antes de ir embora, Obama saiu do carro, andou um pouco na favela e acenou para os moradores que estavam em suas casas. A comunidade ficou eufórica e gritou elogios e mandou beijos para o presidente.

O radialista Roberto Cavalcante, de 38 anos, atirou uma camisa azul da seleção brasileira, que vestia, em cima do carro onde estava o presidente norte-americano. Ele não soube dizer se a camisa foi recolhida.

Batendo bola e recebendo camisas

Diferentemente do esperado, Obama não visitou a UPP da comunidade. Mas bateu bola rapidamente com algumas crianças antes de deixar a favela. Chegou a ensaiar algumas embaixadinhas. 


Felipe Mello dos Santos, 9 anos, deu um abraço no líder norte-americano depois de jogar bola com ele. “Eu conversei com o Obama em inglês. Perguntei: ‘What's your name?’. E ele respondeu ‘My name is Obama”, contou.

Em seguida, o presidente dos EUA também perguntou o nome do menino em inglês e Felipe respondeu na mesma língua. Indagado sobre a perfor-mance do homem mais poderoso do mundo jogando bola, Felipe disse que "ele joga mais ou menos". Segundo o menino, Obama acertou o câmera enquanto fazia embaixadinha.

O presidente dos EUA jogou com alunos da escolinha de futebol, mas não no campo de futebol, como era esperado. “Não fiquei decepcionado até porque a gente tem de ser disciplinado e seguir as determinações da segurança”, afirmou Luiz dos Santos, professor da escolinha que conseguiu entregar ao presidente americano uma camisa do Fluminense, com o numero 1 e a inscrição “Presidente Obama”.

Pouco antes, no campo do Flamengo, na Gávea, que está servindo de heliporto para Obama, o presidente dos EUA recebeu uma camisa do time com seu nome e o número 10 das mãos da presidente do clube, Patrícia Amorim.

Barack Obama discursa no Teatro Municipal do Rio de Janeiro

Foto: EFE
                   Barack Obama faz discurso histórico no Theatro Municipal | Foto: EFE
Barack Obama chegou minutos antes das 15h deste domingo em um Theatro Municipal lotado por convidados que esperaram ansiosamente para assistir ao discurso do presidente dos Estado Unidos no Rio de Janeiro. "Obrigado", disse o simpático Obama aos dois mil presentes. Em português, o líder norte-americano falou ainda: "Alô, Rio de Janeiro. Boa tarde, povo brasileiro". Obama discursou por cerca de 14 minutos e, no fim, foi aplaudido de pé.

"Desde que nós chegamos o povo dessa nação tem mostrado a mim e a minha família o calor e a generosidade do brasileiro. Nunca imaginei que este país era mais lindo do que visto nos filmes", disse Obama arrancando aplausos da plateia.

Bem-humorado, o presidente lembrou do
 valor afetivo da sua viagem ao Brasil. Lembrou que sua mãe se apaixonou pelo Brasil ao assistir o filme "Orfeu do Carnaval", filmado no Morro do Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio, e que foi peça teatral encenada no próprio Theatro Municipal.

“Nunca minha mãe imaginaria que minha primeira visita ao Brasil seria como presidente dos Estados Unidos”, afirmou Obama. “Também nunca imaginaria que este país é mais bonito ainda. Vocês são um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”, contou, citando o “verde” e o “mar”.

"Eu já vi essa beleza nas montanhas, nas areias e nas congregações de brasileiros. Nós temos os paulistas, baianos, mineiros, homens e mulheres das regiões rurais, do interior e jovens que são o futuro da nação", acrescentou o carismático americano.

                              Ansiedade antes de Obama chegar

Um sósia do presidente chegou à porta do teatro. Fingindo estar cercado por seguranças, divertiu os presentes e foi convidado a entrar para assistir ao discurso. A ex-candidata à presidência da república Marina Silva também está no local aguardando a chegada de Obama.

Outra cena que chama a atenção dos convidados é um grupo de cerca de 40 senhoras vestidas com roupas coloridas, bandanas e bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos.  As senhoras fizeram passinhos de dança e balan-çavam as mãos ao som do AfroReggae. O grupo tocou Imagine, de John Lennon. Antes do AfroReggae, um trio de cordas se apresentou.

Cerca de duas mil pessoas devem assistir ao discurso do presidente. Entre os convidados estão o empresário Eike Batista, o ex-jogador Pelé e os artistas Martinho da Vila, Alcione, Lázaro Ramos, Gilberto Gil e Thaís Araújo. Todos os presentes foram revistados pela polícia secreta americana.


sábado, 19 de março de 2011

Itamaraty recomenda a brasileiros evitar viagem ao Japão

Foto divulgada nesta segunda-feira (14) pela Marinha dos EUA mostra casa devastada pelo tsunami à deriva no Oceano Pacífico. A foto foi tomada no domingo, dois dias após o tsunami. Navios e aeronaves americanos procuram sobreviventes nas regiões costeiras (Foto: AP)
Foto divulgada nesta segunda-feira (14) pela
Marinha dos EUA mostra casa devastada pelo
tsunami à deriva no Oceano Pacífico. A foto
 foi tomada no domingo, dois dias após o
tsunami. Navios e aeronaves americanos
procuram sobreviventes nas regiões costeiras
 (Foto: AP)

O Ministério das Relações Exteriores emitiu comunicado, na tarde desta segunda-feira (14), orientando brasileiros a não viajar ao Japão, atingindo por tsunami e terremotos desde a semana passada. Tsunami e terremoto atingiram o Japão na semana passada. 'Roga-se aos brasileiros evitar viagens àquele país', diz nota.

“Diante do estado de emergência e das incertezas decorrentes do terremoto no Japão, roga-se aos brasileiros evitar viagens àquele país até que a situação se normalize”, diz a nota do Itamaraty.

Segundo o Itamaraty, 254 mil brasileiros vivem no Japão, a maior parte na região centro-sul do país, área menos atingida pelo terremoto.

A embaixada do Brasil em Tóquio trabalha em regime de plantão 24 horas e solicita que pedidos de informação sejam dirigidos ao endereço eletrônico comunidade@brasemb.or.jp. Há dificuldades de comunicação por telefone, especialmente por meio de celular.

O Núcleo de Atendimento a Brasileiros (NAB), que está em contato com a rede consular no Japão, colocou linhas de atendimento à disposição do público: (61) 3411 6752/6753/8804 (de 8h às 20h) e (61) 3411 6456 (de 20h às 8h e finais de semana). Consultas poderão ainda ser dirigidas ao endereço eletrônico dac@itamaraty.gov.br.




O Presidente Barack Obama já está no Brasil

Obama chega para visita ao Brasil (Obama chega para primeira visita ao Brasil (Obama desembarca para visita ao Brasil (Reuters)))

O presidente americano Barack Obama desembarcou na Base Aérea de Brasília por volta das 7h30 deste sábado para sua primeira visita à América do Sul.
De acordo com o Itamaraty, as reuniões de trabalho com a presidente Dilma Rousseff tratarão de "questões de interesse mútuo nas agendas bilateral, regional e global", com foco na economia. Entre os temas, os maiores interesses americanos no Brasil estão nos setores de energia e de infraestrutura.
Obama inicia sua agenda às 10h00, no Palácio do Planalto, onde será recebido, juntamente com sua mulher Michelle e as duas filhas, por Dilma. A solenidade inicial inclui cumprimentos entre os líderes dos dois países, uma salva de canhões e a apresentação do hino nacional brasileiro.
No Salão Nobre do Planalto, os dois presidentes posarão para fotos e cumprimentarão as delegações. Às 10h20, farão uma reunião bilateral, em que se espera a participação dos chanceleres dos dois países, e uma outra aberta a mais autoridades dos dois países.
O Planalto informou que participarão desta segunda conversa os ministros Antonio Palocci, da Casa Civil, Guido Mantega, da Fazenda, Fernando Pimentel, da Indústria e Comércio Exterior, Isabella Teixeira, do Meio Ambiente, Aloizio Mercadante, de Ciência e Tecnologia, e o assessor para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Às 12 horas, os presidentes vão falar à imprensa e depois se dirigem ao Itamaraty. Após uma recepção oficial no Palácio da Alvorada, Obama participa à tarde da Cúpula de Negócios Brasil-EUA, organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Enquanto o presidente americano realiza reuniões de negócios, no final da manhã, a primeira-dama deve seguir sua própria agenda. Michelle assistirá a uma apresentação cultural com jovens de comunidades carentes brasileiras que participam de programas patrocinados pela Embaixada dos EUA.
Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco e Fernando Collor foram convidados pelo Itamaraty para o almoço que será oferecido ao presidente Barack Obama hoje, em Brasília.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Barack Obama, presidente dos EUA, visita o Brasil


Os EUA se voltam para a América Latina com a viagem do presidente  Barack Obama, entre os dias 19 e 23 de março ao Brasil, Chile e El Salvador.

De acordo com o vice-conselheiro de Segurança Nacional para Comu-nicações Estratégicas dos EUA, Ben Rhodes, o giro latino-americano de Obama será a viagem símbolo da política de seu primeiro mandato para a região. "O presidente terá a oportunidade de detalhar o que estamos fazendo em várias áreas-chave, como cooperação energética, segurança dos cidadãos, crescimento econômico e desenvolvimento, democracia e direitos humanos", disse na quarta-feira.
Apesar de a própria Casa Branca afirmar que a viagem diz respeito aos interesses econômicos dos EUA – na terça-feira, o porta-voz Jay Carney disse que a prioridade de Obama é o crescimento econômico e ressaltou que o giro pela região terá como destaque as relações comerciais –, o respaldo político é visto como principal viés.
A região já foi considerada seu “quintal” e atualmente vem sendo disputada economicamente também pela China, com enorme apetite por matérias-primas, tornando a região menos dependente do vizinho do norte. A China, por exemplo, já ultrapassou os EUA como maior parceiro comercial do Brasil.
“Essa visita reflete as prioridades de longo prazo da administração Obama, que também busca reconhecer a emergência do Brasil como um parceiro essencial, política e economicamente”, disse Kirk Buckman, da Universidade Franklin Pierce, em New Hampshire, nos EUA. “Obama identificou particularmente a América Latina e a Rússia como regiões que precisavam de esforços renovados para melhores relações. Mas, apesar do anúncio de uma nova era, isso ainda precisa acontecer de fato.”
.Presente
A chegada de Dilma Rousseff à Presidência da República é vista por analistas e diplomatas americanos como uma mudança de postura em relação aos direitos humanos no Irã. Uma visão mais cética de Dilma em relação ao governo iraniano é bem-vinda pela Casa Branca.
Além disso, a descoberta das reservas de petróleo na camada pré-sal e a relevância do Brasil no cenário internacional, que passou a ser a sétima maior economia do mundo, reforçam os laços econômicos. Nesse contexto, acordos sobre venda de petróleo brasileiro para os EUA, infraestrutura e aviões militares americanos para o Brasil certamente serão debatidos durante a visita de Obama.

quinta-feira, 17 de março de 2011

No Japão 400 brasileiros vivem em área de risco nuclear




Pelo menos  de 400 brasileiros vivem na província de Fukushima, onde uma usina nuclear corre risco de colapso em decorrência do terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o Japão, informou neste domingo (13) a Embaixada do Brasil no país asiático.
A usina Fukushima Daiichi foi fortemente afetada pelo tremor e chegou a sofrer uma explosão que ameaça de derretimento um reator nuclear. Água do mar está sendo injetada para esfriar o equipamento da unidade.
Outros dois reatores da usina também estão recebendo água do mar. A finalidade é reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores. O governo do Japão alertou, mais cedo neste domingo, sobre o risco de uma nova explosão.
Segundo o 24h, o premiê japonês, Naoto Kan, disse que a situação da usina ainda era muito grave. As autoridades, no entanto, afirmam que não esperam danos em nenhum reator do complexo. No entanto, pelo menos 22 pessoas já foram contaminadas pela radiação.
Outras duas usinas nucleares no Japão enfrentam problemas, segundo autoridades do país asiático. A usina de Tokai, na província de Ibaraki, sofreu uma pane em uma bomba d'água do sistema de resfriamento, e a Agência Internacional de Energia Atômica declarou emergência na usina de Onagawa. Contudo, os riscos de contaminação nuclear nessas duas usinas é bem menor do que na de Fukushima.