Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de janeiro de 2011

Dilma Rousseff presidente do Brasil




Dilma toma posse com discurso conciliador e apelo à oposição. Marcada também pela despedida de Lula do cargo, cerimônia foi inicialmente atrapalhada pela forte chuva
A presidenta Dilma Rousseff tomou posse neste sábado com um discurso conciliador, permeado por apelos à oposição e agradecimentos a aliados. A cerimônia, que marcou também a despedida do agora ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcada em boa parte pelo tom protocolar e declarações com viés administrativo. Dilma perdeu o ar sério em alguns momentos e chegou a se emocionar.

No primeiro discurso que fez após ser empossada, no plenário da Câmara dos Deputados, Dilma pediu à oposição que deixe para trás a rivalidade da campanha eleitoral e prometeu não fazer um governo baseado em afinidades partidárias. "Não haverá no meu governo discriminação, privilégios ou compadrinho. Sou, neste momento, presidenta de todos os brasileiros", afirmou Dilma, com a voz embargada.

 
A petista citou Guimarães Rosa: "Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra: O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem", afirmou Dilma. "É com esta coragem que pretendo governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem, é carinho também."

Dilma pediu também a ajuda do Congresso, de prefeitos e governadores para dar continuidade ao trabalhado iniciado no governo Lula.  "Estamos vivendo uma nova era, o despertar de um novo Brasil", disse a presidenta. "Pela primeira vez, o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar uma nação desenvolvida." Dilma aproveitou para repetir a frase dita sucessivamente na campanha para se referir à imprensa. "Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras."

O tom emotivo marcou ainda o momento em que Dilma relembrou os tempos da ditadura militar, dizendo ter dedicado sua "juventude" à defesa da democracia. "Suportei as adversidades mais extremas", afirmou, dedicando a conquista da Presidência aos companheiros de luta contra o regime. "Divido com eles esta conquista e rendo a eles homenagem."

O fato de ter ser tornado a primeira mulher a chegar à Presidência guiou boa parte das declarações da petista no plenário da Câmara. Logo na abertura de sua fala, Dilma agradeceu a "ousadia" do povo brasileiro em eleger uma mulher para o mais alto cargo do Executivo, depois de ter escolhido um homem do povo para liderar o País por oito anos. "Venho antes de tudo para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este Pais já viveu em tempos recentes", completou.

O presidente Lula, que deixou o cargo neste sábado, também foi lembrado pela nova presidenta. "Venho para consolidar a obra transformadora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais rigorosa experiência política da minha vida", disse Dilma, que também reservou uma homenagem ao vice de Lula, José Alencar, ausente por estar internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Em vez de repetir a saudação "meus amigos, minhas amigas" do presidente Lula, Dilma investiu no aceno "queridos brasileiros e queridas brasileiras". Disse querer fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições brasileiras. Destacou ainda a importância de se manter a estabilidade econômica e dar continuidade ao desenvolvimento do setor produtivo.

Ainda no que se refere à área econômica, Dilma prometeu enterrar qualquer risco de retorno da inflação. "Não deixarei que esta praga volte a corroer nossa estabilidade econômica", afirmou, aproveitando ainda para mandar um recado às nações que impuserem barreiras ao comércio brasileiro. "Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos."
 Dilma prometeu trabalhar para erradicar a miséria, melhorar o ensino brasileiro e assegurar um serviço de qualidade na saúde. Disse ainda que manterá o foco no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como mecanismo de desenvolvimento e comprometeu-se a melhorar a estutura aeroportuária do País.

"Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à criminalidade", completou Dilma, elogiando em especial as ações de combate ao tráfico no Rio de Janeiro. O pré-sal também ganhou espaço no discurso. Dilma pediu, nesse caso, uma combinação entre pesquisa, investimento e preocupação ambiental. "O grande agente desta política foi e é a Petrobrás", emendou Dilma.

Protocolo

Dilma deixou a Granja do Torto por volta das 14 horas, em direção à Catedral de Brasília, ponto de partida do desfile que antecede a cerimônia de posse. A forte chuva, entretanto, atrapalhou os planos da presidenta, que teve de abrir mão do desfile em carro aberto para chegar ao Congresso. No local, Dilma deparou-se com uma multidão de aliados, que tentavam cumprimentá-la antes que recebesse o termo de posse das mãos do presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). Na ocasião, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), que aos 70 anos compôs a chapa presidencial da petista, foi empossado vice-presidente da República.

Dilma foi aplaudida em vários trechos da cerimônia, algumas vezes com reforço do grito "Dilma, Dilma". Na plateia, entretanto, boa parte das cadeiras permaneciam vazias, ao ponto de alguns jornalistas sentarem-se na área originalmente reservada aos convidados.

Graças a uma trégua da chuva no meio da tarde, a rampa do Palácio do Planalto foi enxugada às pressas para permitir que fosse seguido o protocolo tradicional de transmissão da faixa presidencial. Lula logo quebrou o protocolo ao receber Dilma no Palácio - pegou a presidenta e Temer pelas mãos e ergueu os braços para a plateia.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mal transmitiu o cargo à presidenta Dilma Rousseff e jogou-se nos braços do povo. Como fez inúmeras vezes enquanto esteve na Presidência, Lula quebrou o protocolo e, em vez de seguir para a base aérea logo após a cerimônia de transmissão da faixa presidencial, decidiu cumprimentar militantes que aguardavam do lado de fora.

Em frente ao Palácio do Planalto, a confusão foi tanta que uma mulher desmaiou e acabou sendo socorrida pelos bombeiros. Enquanto o ex-presidente distribuía abraços e cumprimentos, a plateia gritava “Lula guerreiro do povo brasileiro”. Quando Lula se afastou da multidão, o coro mudou para “Deixa o Lula aqui”.
Lula chegou ao Palácio do Planalto para a cerimônia de transmissão do cargo minutos antes das 16 horas, na companhia da primeira-dama Marisa Letícia e dos filios Lurian e Luís Claudio. Outros filhos como Marcos e Fábio Luís, o Lulinha, não foram vistos.

Durante toda a cerimônia, Lula mostrou-se muito emocionado e alegre. Ao chegar ao salão onde as autoridades aguardavam o início do ato, o presidente cumprimentou a todos e, diante dos ministros que vão integrar o novo governo, brincou: “Juízo”. Em seguida, Lula foi cumprimentar os integrantes de seu próprio governo, que também estão de saída. “Ex-ministros!”, riu Lula, que naquele momento ainda vestia a faixa presidencial.

Lula distraiu-se na conversa com os auxiliares e foi preciso um assessor lhe chamar a atenção e pedir que se apressasse, já que Dilma estava para chegar no Planalto. Lula então saiu correndo em direção à rampa do palácio, para recepcionar sua sucessora.

Nesse momento, entretanto, quem roubou a cena foi a filha de Dilma, Paula Rousseff. Antes de a presidenta e seu antecessor desceram a rampa, um funcionário do Planalto percorreu o trajeto empurrando um carrinho de bebê. Paula veio depois, seguida da babá, que levava no colo Gabriel, neto da presidenta.

Valeu, Lula

Enquanto Dilma discursava em frente ao Planalto, Lula retomou as conversas, desta vez com chefes de Estado estrangeiros. O venezuelano Hugo Chávez teve atenção especial do ex-presidente.
Do Planalto, Lula seguiria para a base aérea. Lá, funcionários do Planalto e alguns governadores e líderes petistas planejavam se reunir para uma última homenagem ao ex-presidente. Os funcionários fizeram um rateio e encomendaram 100 camisetas com a mensagem “Valeu, Lula”.

Lula embarcaria com destino a São Paulo. Lá, a previsão era de visitar o vice José Alencar no hospital, antes de seguir a São Bernardo do Campo, onde militantes petistas aguardarão o ex-presidente em frente a sua residência.

domingo, 26 de dezembro de 2010

No último discurso como presidente, Lula destaca os avanços do Brasil em seu governo

Com o pedido de apoio à presidente eleita, Dilma Rousseff, “em todos
os momentos”, o presidente Lula fez uma prestação de contas à Nação em
seu último pronunciamento transmitido na noite desta sexta-feira
(23/12) em cadeia nacional de rádio e televisão.

O apoio a Dilma, disse, “também significa cobrar, na hora certa, como vocês
souberam me cobrar”. Ele pediu ainda que os cidadãos não perguntem sobre o seu
futuro, mas sim “pelo futuro do Brasil” e afirmou que sua felicidade
estará sempre ligada à felicidade do povo.

Nesta última parte da fala -- com duração de quase 11 minutos -- o
presidente se dedicou a agradecer “a vocês por terem me ensinado
muitas lições. E por terem me fortalecido nas horas difíceis e
ampliado minha alegria nas horas alegres”.

“Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos
meus dias. Mais que nunca, sou um homem de uma só causa e esta causa
se chama Brasil! Um feliz Natal e próspero Ano Novo a todos vocês e muito obrigado por tudo”, concluiu.

Lula iniciou o pronunciamento lembrando que deixará a Presidência da
República dentro dos próximos dias. Para ele, os últimos oito anos
“foram oito anos de luta, desafios e muitas conquistas. Mas, acima de
tudo, de amor e de esperança no Brasil e no povo brasileiro”.

E prosseguiu:”Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira
Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre,
transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se
firmou como uma das maiores democracias do mundo.

Durante seu último discurso como presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva despediu-se da nação brasileira relembrando sua trajetória de vida até o cargo mais importante do país. Segundo ele, o desenvolvimento do país foi uma conquista coletiva e seu mérito, como governante, foi 'haver semeado sonho e esperança'.

— Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular. Do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. Agora, estamos provando ao mundo, que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso. Mostramos que é possível governar para todos — declarou.

Para ele, o Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a 'melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza'.

Lula afirmou que os oito anos de seu governo foram de luta, desafios e conquistas e pediu aos brasileiros apoiassem à nova presidenta, Dilma Rousseff.

— Dentro de poucos dias, deixo a Presidência da República. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo — disse.

Em tom de despedida, o presidente agradeceu à confiança da nação brasileira e afirmou que sairá do governo para 'viver a vida das ruas'.

— Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta — afirmou.

No entanto, ele evitou falar sobre o que fará após deixar a presidência.

— Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo — ressaltou.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lula inaugura teleférico no Complexo do Alemão, no Rio


Rio de Janeiro - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou nesta terça-feira um teleférico do conjunto de favelas Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, que no final do mês passado foi tomado por centenas de policiais e militares que expulsaram os grupos de traficantes que dominavam a área.

"Este teleférico passa a competir com o do Pão de Açúcar para ser o postal da cidade", disse Lula, que subiu ao veículo acompanhado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da capital, Eduardo Paes.


O teleférico unirá diferentes partes do Complexo do Alemão, cuja ligação é difícil devido à irregularidade do terreno e à diversidade de ruas, vielas e passagens que formam o conjunto de 15 favelas.

Previsto para ser inaugurado em março de 2011, o projeto tem 152 bondinhos nos quais cabem até dez passageiros, e se calcula que a cada dia mais de 30 mil habitantes poderão utilizar o novo meio de transporte público.


Lula destacou a importância simbólica do teleférico para o povo do Rio de Janeiro e especialmente para os habitantes do próprio bairro, já que, como disse, as infraestruturas sociais contribuem para a "recuperação de sua autoestima".


Tanto o presidente quanto as autoridades locais destacaram a importância de construir e investir em lugares tradicionalmente excluídos como as favelas, sobretudo após as políticas de segurança ali executadas.

Entre as seis estações que fazem parte do teleférico do Alemão, o primeiro público do Rio de Janeiro, algumas estarão equipadas com serviços para a comunidade como uma biblioteca, acesso a internet sem fio e inclusive um teatro.

Lula se despede em evento no Rio com um "até breve"

Marcos de Paula / Agência Estado
“Um abraço e até... Até outro dia! Se Deus quiser! Não pensem que eu vou desistir não. Eu vou estar por aí.”

Foi com essa a frase que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou dois mandatos na Presidência da República, junto aos moradores do Rio.
O show na Praça da Apoteose, que contou com a presença dos sambistas Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, durou pouco mais de uma hora e lotou a avenida do samba.

Depois de algumas músicas, o presidente entrou no palco acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que assumiu o microfone e se colocou como mestre de cerimônia. Lula foi recebido pelo público com gritos e aplausos. No evento, organizado pelo próprio governador, foram apresentados dois vídeos. No primeiro, pessoas anônimas agradeceram ao presidente.
Raissa do Morro da Providência desejou um feliz Natal e um próspero ano novo.
Já a professora Lenita do Borel, se emocionou ao agradecer por todos os benefícios trazidos ao país.
- Sou professora há quase 30 anos. Muitas vezes tive que socorrer crianças que passavam mal de fome. Você ajudou a erradicar a fome nesse país.
O segundo vídeo exaltou os feitos do governo federal no Estado e as parcerias entre as duas esferas. Sérgio Cabral não deixou de expressar o seu profundo agradecimento a Lula.
- Eu aqui falo em nome do meu vice-governador, dos 92 prefeitos, dos 46 deputados federais e dos 70 estaduais, que tiveram o presidente da República mais amigo da história do
Lula agradece cariocas e alfineta opositores
Durante o discurso, Lula brincou com o público. E, além de se convidar para o carnaval em 2011, ele pediu para que o governador o levasse à praia de Copacabana.
- Eu venho ao Rio Janeiro desde 1975 (...) Nunca teve uma pessoa que falasse o seguinte: o Lula, vamos fazer alguma coisa na areia da praia de Copacabana, descalço? Agora, me convide sem ser presidente para que eu coloque uma sunga bonita e tome um banho na praia de Copacabana. Vocês não sabem a vontade que eu tenho de sentar em uma barraquinha daquela e pedir uma caipirinha, uma cerveja, sem medo da imprensa.
Lula também não poupou críticas aos ex-governos da cidade, tanto estadual quanto municipal.
 - Nós sabemos o tipo de prefeito que a gente tinha aqui. Que nunca foi ao aeroporto me receber, embora nós nunca tivéssemos negado um centavo. Não dá mais para esse país conviver com a mediocridade política, daqueles que pensam no seu próprio umbigo e não nas pessoas mais humildes desse país.
Lula afirmou ainda que esta semana vai pegar a pesquisa de opinião do Ibope, cuja avaliação do governo federal, de acordo com o próprio presidente,  ficará com 87% de bom e ótimo.
Na despedida, Lula agradeceu ao povo do Rio.
- Obrigado Rio de Janeiro, pelo carinho, pelo respeito e pela grandeza que vocês tiveram no comportamento com o governo federal.
Ele concluiu afirmando que vai ajudar a reeleger o atual prefeito da cidade, Eduardo Paes.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dilma é diplomada no TSE

A presidente eleita, Dilma Rousseff, ao lado do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, durante cerimônia de diplomação
A presidente eleita, Dilma Rousseff, ao lado do
presidente do TSE, Ricardo Lewandowski,
durante diplomação


Diplomação é atestado de que está apta a tomar posse. Participam da cerimônia ministros indicados, governadores e parlamentares

Começou às 17h20 desta sexta-feira (17) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerimônia de diplomação da presidente eleita, Dilma Rousseff, e do vice dela, Michel Temer. Dilma, que veste um conjunto azul com detalhes de renda vermelha, foi conduzia ao plenário pelos ministros Arnaldo Versiani e Cármem Lúcia.

Cerca de 250 pessoas foram convidadas para a cerimônia. Dilma e Temer receberão os diplomas das mãos do presidente do tribunal, ministro Ricardo Lewandowski. O documento – assinado pelo presidente, ministros do TSE e procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel – é um “comprovante” da Justiça Eleitoral que habilita a presidente eleita e o vice a tomar posse no dia 1º de janeiro.

Além de dez familiares da presidente eleita e de quatro do vice, participam da diplomação no TSE indicados a ministros de Estado do governo Dilma que ainda não tomaram posse e governadores eleitos.

Dentre os presentes estão os futuros ministros da Secretaria de Comunicação Social, Helana Chagas, do Trabalho Carlos Lupi, da Previdência Social, Garibaldi Alves, do Planejamento, Miriam Belchior, da Defesa, Nelson Jobim, do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, de Relações Exteriores, Antonio Patriota, da Justiça, José Eduardo Cardozo,do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Casa Civil, Antonio Palocci, além do futuro presidente do Banco Central, Alexandre Tombini e do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Do atual governo, participam da recepção os ministros do Esporte, Orlando Silva, das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Os presidentes dos três tribunais superiores e do Supremo Tribunal Federal também prestigiam a diplomação, juntamente com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams e o procurador-geral, Roberto Gurgel.

A expectativa é que a cerimônia de diplomação dure cerca de uma hora, com um breve pronunciamento da presidente eleita. Após a cerimônia, Dilma e convidados vão para o Palácio Itamaraty, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece coquetel para 400 pessoas.


TRE entrega diplomas aos 124 políticos eleitos no Rio de Janeiro

 
Solenidade começa às 14h no Teatro Municipal, no Centro do Rio. Governador reeleito, Sérgio Cabral também foi diplomado
O Tribunal Regional Eleitoral entregou, na tarde desta quinta-feira (16), diplomas aos 124 políticos que foram eleitos no estado do Rio de Janeiro este ano. A solenidade  aconteceu no Teatro Municipal, no Centro da capital fluminense.
Os políticos eleitos em outubro foram diplomados às 17h desta sexta-feira (17). A determinação é do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que oficializou hoje (ontem) a vitória de Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência da República.
O esperado encontro entre o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), e o seu antecessor e deputado federal eleito Anthony Garotinho (PR-RJ) não ocorreu. Na solenidade de diplomação dos vencedores das eleições de outubro, hoje, no Teatro Municipal, as duas principais lideranças políticas fluminenses - ex-aliados e atuais inimigos - não chegaram a se encontrar.
Cabral foi o primeiro a ser diplomado pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), desembargador Nametala Jorge. Recebeu o documento, posou para fotos com quatro dos cinco filhos e foi embora, deixando o vice, Luiz Fernando Pezão, representando-o no restante da cerimônia. Oficialmente, a explicação para a saída do governador foi a de que ele precisava viajar para os Estados Unidos, onde fará uma palestra a executivos estrangeiros amanhã, em Nova York.
Cinco minutos depois da saída de Cabral foi a vez de Garotinho subir ao palco para receber seu diploma. O ex-governador não cumprimentou Pezão - que foi secretário estadual de Governo durante a gestão de sua mulher, Rosinha Garotinho. O ex-governador conseguiu, na segunda-feira, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), derrubar uma condenação do TRE-RJ que lhe cassava os direitos políticos até 2011, garantindo assim sua diplomação. Ele disputou a eleição com base em uma liminar também concedida pelo TSE.
Cabral, Pezão e Garotinho integravam o mesmo grupo político até o fim de 2006. Durante a transição, no fim da gestão de Rosinha e o início da primeira administração do atual governador, desencadeou-se uma série de discussões e brigas sobre a situação financeira do Estado. A crise culminou com a saída de Garotinho do PMDB, legenda que presidia até 2009.
O ex-governador virou o principal crítico de Cabral e demonstrou força ao se eleger o deputado federal mais votado do Rio, com 695 mil votos, ajudar a eleger outros sete parlamentares e conseguir que o candidato do PR ao governo, Fernando Peregrino, ex-secretário de Rosinha e até então um desconhecido professor universitário, receber 10,81% dos votos válidos no primeiro turno da eleição em outubro.
Cabral se reelegeu com 66% dos votos válidos - melhor resultado já obtido por um candidato a governador em primeiro turno no Estado. O TRE-RJ diplomou Cabral, Pezão, Garotinho e mais dois senadores, Lindberg Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB), 45 deputados federais e 70 estaduais.